Textos


Reflexões
Edir Pina de Barros

Por que será que o tempo não tem pena
de nada e de ninguém? Consome tudo,
intrépido, insensível, tão sanhudo,
voraz, bem mais voraz do que uma hiena.

 
Nada perdoa. Nada! É duro, rudo...
A tudo e a todos - por igual – condena
à finitude. Mas não sai de cena,
não envelhece, passa firme e mudo.

Por que será? Senhor da vida e morte,
diverso em sua essência, sua sorte,
por tudo passa e vive em cada mito...

Oh! Tempo! Tempo! Impávido e faminto,
primeiro nos dá mel, depois absinto,
executando sempre o infindo rito.

Sonetos alados, pg. 21
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 03/04/2015
Alterado em 18/12/2016

Música: Nocturno, Opus 9, Chopin - Raphaell Rabello

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